C49-191 Motorista bom de freio | Evaldo Brasil | Esperança/PB

(ou De como Desesperaldo Nascarreiras se viu um abençoado 2)

I - Certo dia agoniado/ Foi atravessar a rua/ Estava em pleno dia/ Não era noite de lua.../ Por falta de inteligência/ Agia por imprudência/ E nem vira negra nua.
II - E seguia apressado/ No corre-corre, na lida/ Depois de um contratempo/ Normalidade abatida.../ Se sentia seduzido/ Diante de um ocorrido/ Quase que perdia a vida.
III - Só podia agradecer/ A Deus sempre presente/ Pelo seu Anjo de Guarda/ Protetor de renitente.../ Por via da habilidade/ De um guia de qualidade/ De um cidadão decente.
IV - Quem por perto avistou/ Teve um susto, como eu,/ Teve quem rogasse praga/ Teve quem se comoveu.../ Um motorista bom de freio/ Seria instrumento, meio,/ Do retoque que Deus deu.
V - Aparentando saúde/ Mas doente sem dar pista/ Estava fora do eixo/ O penitente, o artista.../ Mas teria batido as bota’/ Se não fosse a aposta.../ Se não fosse o motorista.
VI - Pediu desculpas, saltou,/ Parecia um papa-léguas/ Parou, refletiu, pensou/ A respeito das entregas.../ Da atenção que se deve/ De ter firmeza e ser leve/ Para caminhar às léguas.
VII - Depois de cumprir a sina/ Sem reclamação, maneiro/ Vencendo a sua rotina/ Achou até um dinheiro.../ Foi esse um livramento/ Para abandonar lamento/ Obrigado, Companheiro!

Evaldo Pedro da Costa Brasil
(23 de dezembro de 2015)

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