Sarau do FIC 2015.5 | ATA | Esperança/PB

Banner de divulgação do evento no perfil Evaldo Brasil no facebook.
Já está agendado o próximo sarau do Fórum Independente de Cultura/FIC da cidade de Esperança. Passado o evento, como se pode ver, esta publicação inclui a ata e o registro fotográfico. Sarau das Amigas e dos amigos da cultura; dos que nunca foram, dos que já vieram e não retornaram, e dos que virão. (04/05/2005)

Três gerações se encontram no Sarau: A memória de Odaildo Taveira, a persistência de Rau Ferreira e a promessa de Tamires Ataíde. FOTO: Evaldo Brasil.
Ata do Sarau do Fórum Independente de Cultura-FIC, Edição 2015.5. Após a última das assinaturas, lavraremos esta. Esperança, aos 30 de maio, na Associação das Amigas do Lar de Esperança-AALE. (Ass. 01-32; 37...). 

Grafites de Carlos Enjel. O segundo foi adquirido por Odaildo Taveira. FOTO: Helton Meireles, Megafone Soluções Culturais.
Realizamos o Sarau denominado das amigas e dos amigos das artes, por ser nas Amigas do Lar, por reunir amantes das artes de Esperança e Campina Grande: Um evento alusivo aos que nunca foram; aos que já vieram e não retornaram e aos que virão. 

A biblioteca itinerante estava montada e a exposição coletiva reunia Carlos Enjel, Sérgio Ricardo Duarte de Lima, Evaldo Brasil etc. FOTO: Rau Ferreira.
Com efeito, em um ano de atividades, houve uma contingência de pessoas que transitaram em nossos salões: alguns meros curiosos e outros mais participativos. 

As memórias eram trocadas e os livros criteriosamente avaliados. FOTO: Evaldo Brasil.
Desculpas à parte, também fomos alcançados pela descontinuidade cultural tão propalada por Evaldo Brasil em seu “Ciclo vital autofágico”. Mas enfim, persistimos em mais esta sessão, em um ambiente bastante atrativo onde três gerações se encontram: A memória de Odaildo Taveira, a persistência de Rau Ferreira e a promessa de Tamires Ataíde. 

...grossos, finos, capa dura, cordéis... infantil, adulto... romance, suspense... fábulas, história e poesia... FOTO: Evaldo Brasil.
Pela primeira vez, houve formação de mesa, em uma noite bastante agradável, assim é que foram chamados por Ferreira a compor a banca Odaildo Taveira, bancário, ex-político e grande conhecedor da nossa história; a professora Lucimar Dias, que muitas vezes comparece com os seus pupilos, e tem nos auxiliado a disseminar a cultura nas escolas; o comerciante Vanderlam Alves Venâncio, que firmou parceria com o FIC/Sarau, e sempre distribui guloseimas a cada novo encontro; e, passando a palavra a Evaldo Brasil, este convidou o músico José Fernandes. 

Em primeiro plano a Simetria, de Rdurarte. FOTO: Helton Meireles, Megafone Soluções Culturais.
Assim, alinhada a mesa, deu-se início aos trabalhos do Sarau 2015.5, em homenagem ao poeta popular Zé da Luz, ocasião em que Ferreira apresentou uma breve biografia deste artista, e disse-lhe dois poemas: “A Cacimba” e “Sertão em Carne e Osso”. 

...e a exposição estava intrigante... FOTO: Evaldo Brasil.
Brasil toma a palavra para dizer do formato deste evento, dos custos e das etapas, dizendo em seguida seu “O Sonho de Iracema” (C49-127), tratando da instabilidade das instituições que surgem e morrem na cidade, tendo como mote o América Futebol Clube.
...e o livro livre pra ser visto, pra ser lido e a troca de ideias flui. FOTO: Evaldo Brasil.
Ferreira então, passa a palavra a Janete Alves que apresenta seu poema “Sonho”, numa homenagem póstuma ao filho Thiago. 

E a troca de ideias flui. FOTO: Evaldo Brasil.
Já Ferreira, antes de apresentar a filha para dizer o poema “Mãe”, de Mário Quintana, pede a Brasil mais um trabalho, quem declama “Há Braços”, de Adeildo Vieira. 

Rau Ferreira abriu o sarau anunciando Zé da Luz como o poeta homenageado e compondo a mesa. FOTO: Helton Meireles, Megafone Soluções Culturais.
Retomando a palavra, Ferreira instiga a mesa, dizendo inicialmente que aquela não era apenas decorativa, mas que deveria participar, cada um com a sua modesta contribuição, desta feita convidando Odaildo Taveira, quem manifesta sua satisfação, e questiona os saberes locais, nomes populares das nossas ruas, bodegueiros como João dos Santos Reis, e antigos costumes... em um passeio nostálgico que vai de Pedro Pichaco à Zuza Valdez, e junto com Ferreira, nos propicia uma verdadeira aula de História do Povo de Esperança. Taveira nos diz do amor que nutre aos poetas populares, recitando estrofes de diversos deles, lembrando que conhecera Zé da Luz – o qual convivera algum tempo em Areia – e muitos outros; que seu genitor sempre comparecia as rodas de repente, que eram comuns naquele tempo. 

Brasil diz Há Braços, de Adeildo Vieira. FOTO: Rau Ferreira.

Abro os braços
E no largo deste espaço
Medido de uma mão à outra mão
Cabe mais do que uma braça de desejos
Se no varal do abraço estendo o coração!

Meu abraço são meus olhos instalados entre os dedos
Procurando outra visão
Por isso é que eu posso enxergar
A esperança do meu filho
E ainda o brilho ingênuo no olhar das crianças do Japão

E ainda posso até abraçar a Cordilheira do Himalaia
Se na solidão das montanhas alguém estender a mão

Para um abraço grande assim
Eu abro os braços p’ra você
E você abre os braços para mim
Na ocasião, Ferreira recita versos de Josué da Cruz (Mulher, animá ingrato) com a narrativa deste acontecido, anotando que o cantador residiu por algum tempo em Esperança. 

Odaildo Taveira manifesta satisfação, questiona os saberes locais, nomes populares das nossas ruas... FOTO: Evaldo Brasil.
Intervalo para um lanche, conversas em paralelo, enquanto se visita a exposição “Simetria” do artista plástico R. Duarte, e alguns quadros de Evaldo Brasil e Carlos Engel. Taveira adquire deste último o desenho “A xícara”. 

...Com Ferreira, dá aula de História do Povo de Esperança. FOTO: Evaldo Brasil.
Livros se fizeram circular nas mãos de Thamires Ataíde e Penha Santos, com retorno de obras, e retirada de outras, em torno de seis exemplares emprestados pela Biblioteca Itinerante do FIC/Esperança.

...Diz do amor que nutre aos poetas populares, dizendo estrofes de diversos deles. FOTO: Evaldo Brasil.
As memórias eram trocadas e os livros criteriosamente avaliados: ...grossos, finos, capa dura, cordéis... infantil, adulto... romance, suspense... fábulas, história e poesia... ...e a exposição estava intrigante...livro livre pra ser visto, pra ser lido e a troca de ideias fluía intensamente.

Manoel Pereira Leite estreia no sarau dizendo Os Cisnes -A Vida- de Júlio Salusse (1878-1948). FOTO: Evaldo Brasil.

A vida, manso lago azul algumas
Vezes, algumas vezes mar fremente,
Tem sido para nós constantemente
Um lago azul sem ondas, sem espumas.

Sobre ele, quando, desfazendo as brumas
Matinais, rompe um sol vermelho e quente,
Nós dois vagamos indolentemente,
Como dois cisnes de alvacentas plumas.

Um dia um cisne morrerá, por certo:
Quando chegar esse momento incerto,
No lago, onde talvez a água se tisne,

Que o cisne vivo, cheio de saudade,
Nunca mais cante, nem sozinho nade,
Nem nade nunca ao lado de outro cisne!
Após a confraternização, toca a sineta Evaldo Brasil para ter início a segunda etapa do Sarau, realizando sorteio de kits de cartões postais, DVDs com as filmagens do Sarau 2015.3, sendo sorteados Júnior Venâncio, Bruna Santos e Thiago Aguiar.

Em seguida, com Clêrton Moura, canta Dias de Saudade (autoral) composta em sonhos... FOTO: Evaldo Brasil.
Rau Ferreira, antes de despedir-se presenteou o compadre Vanderlam Alves com um dos kits por ele adquirido, igualmente cedido para sorteio. 

Clêrton Moura e Manoel Pereira. FOTO: Helton Meireles, Megafone Soluções Culturais.
Retomados os trabalhos de modo mais informal, Manoel Pereira Leite estreia dizendo “Os Cisnes - A Vida”, de Júlio Salusse (1878-1948). Em seguida, com Clêrton Moura, canta Dias de Saudade (autoral) composta durante um sonho. Enquanto Helton Meireles faz o registro fotográfico para o Megafone Soluções Culturais.


Enquanto Helton Meireles faz o registro fotográfico para o Megafone Soluções Culturais. FOTO: Evaldo Brasil.
Edvânia Aguiar apresenta Jessier Quirino (Um Sonhador Imaginando). Lype Pajaú, provocado por Brasil, apresenta seu stand up... M. Pereira conta o causo do sapo de Itaporanga.

Lype Pajaú, provocado por Brasil, apresenta seu stand up... FOTO: Evaldo Brasil.
José Fernandes refere-se aquela cidade como sua terra natal, mas se sente filho adotivo de Esperança, e promete atiçar o “epa!” para se apresentar no próximo sarau.


Felipe (Lype) Pajaú. FOTO: Helton Meireles, Megafone Soluções Culturais.
Brasil apresenta, dedicando às crianças, seu “Se essa rua fosse minha” (C49-001). M. Pereira conta o causo dos mentirosos de Itaporanga. Pajaú, por sua vez, o causo de sala de aula “A cura para histeria: regras da senhora Prim”. H. Meireles lembra as regras da convivência com o pai. Aparecida Galdino depõe da importância do sarau. 


José Fernandes fala de sua terra natal, Itaporanga e promete atiçar o “epa!” para se apresentar no próximo sarau. FOTO: Evaldo Brasil.
Encerrando a noite, E. Brasil diz seu poema “A ondulação leve da superfície das águas” (C49-013), tratando do crime coletivo da morte do banabuyê. 
Foto Oficial do Sarau do FIC 2015.5: Das Amigas e dos Amigos da Arte. FOTO: Megafone Soluções Culturais.
Após isso, alguém se lembra de fazer a foto oficial. Agendado o próximo sarau para domingo, 28 de junho, na Sociedade de Estudos Espíritas de Esperança/SEEE, lavramos esta ata a quatro mãos. Evaldo Brasil e Rau Ferreira.

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