C49-185 Treinando pra ser poeta | Evaldo Brasil | Esperança/PB

(Lê, relê, reescreve e começa a fazer rima)

I- Brincando com as palavras/ Para ser um rimador/ Foi assim que comecei/ Sem ser improvisador/ A contar causos e fatos/ A fazer os meus relatos/ Com o olhar de explorador
II- Explorador das palavras/ Cafetão do pensamento/ Explorando essa lavra/ Vou deixando testamento/ Ao contemplar o devir/ Ao construir um porvir/ Com ar de devotamento
III- A rima que vem e fica/ É um tanto de inspiração/ Outro tanto de trabalho/ De sentimento e razão/ E se for simples o verso/ Reflito e não tergiverso/ Como em loa ou louvação
IV- Então encontro com elas/ E elas comigo falam/ Revelam-se feia' ou belas/ Aqui e ali se calam/ Mas sempre dormem comigo/ Eu sempre lhes dou abrigo/ É assim que se declaram
V- A sina que aqui se expõe/ De aparente piração/ Embolada ou atrapalho/ Desentendida ou sem razão/ Se não for ato perverso/ E sugerir um progresso/ Já me traz compensação
VI- E se o poeta a poetar/ Fizer rimas no papel/ Com esforço e ousadia/ Feito afoito no rapel/ Um soneto se faz belo/ Acróstico sai do prelo/ Ou dá cria a um cordel
VII- Se explorar as palavras/ Também escolher por sina/ Dá de garra da caneta/ E começa a fazer rima/ Combina, tenta, escreve/ Lê, relê, reescreve... Sai de baixo e vai pra cima
Evaldo Pedro da Costa Brasil
(Em 08 de maio de 2015)

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