C49-179 "Se no Cabaré, seria Expulsa" | Evaldo Brasil | Esperança/PB

Fonte: www.cantinhodointernauta.com.br
I- O exercício da fala livre/ É um direito, é condição/ Para que nada nos prive/ Em dignar-se cidadão: Exerçamos a liberdade/ Respeitando a alteridade/ Libertinagem, diga não!
II- Ao exercitar a fala livre/ Esse direito de cidadão/ Sem que nada nos prive/ Ao menos uma condição: Ao limitar o bom parceiro/ Sem torná-lo um pariceiro/ Para não percas a razão.
III- Eis que no seu recinto/ Criatura deita e rola/ Nunca fora orientada/ Ficou confusa da bola: Não sabe se comportar/ Não reflete em seu falar/ A parentela toda enrola.
IV- Lá na Igreja até o padre/ Lá no Templo, o pastor/ No Terreiro o pai de santo/ Se espantam ao despudor: Fala o que quer, diz tudo/ Já fez tarado ficar mudo/ E até o cão ruborizou.
V- Imaginem num coletivo/ Espaço de todo mundo/ Onde o povo é criativo/ Faz julgamento profundo. Ela se achando no topo/ Vai caindo em seu escopo/ Vai saindo pelo fundo.
VI- E o julgamento já feito/ A condena, e nessa aposta/ É rotulada com o defeito/ Que zombeteiro encosta. A coisa mexida fede mais/ Não pode voltar atrás/ Certeiramente não gosta.
VII- Estava, então, consumada/ A condenação que aguça/ De uma criatura desbocada/ Que pra si só traz repulsa: Falava pelos cotovelos/ Mas pelo seu pouco zelo/ Se no cabaré, seria expulsa.

Evaldo Pedro da Costa Brasil
(19 de setembro de 2014)

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