Poema | C49-032 Ribuliço na Fêra | Cordel

1997
SD As origens do Ribuliço na Praça do Matuto. ACERVO&TRATO: Evaldo Brasil.

(Um programa pra maduro, criança e rapazola)

I- Duas almas se encontraram/ No portão do cemitério,/ Uma disse para a outra/ – Mas rapaz, fala sério! Foi mais ou menos assim/ Que surgiu o folhetim/ Radiofônico, etéreo.

II- Foi nas conversas marcadas/ Por mortas ideias, tristes,/ Renascidas nos corações/ Que em nova porta insistem. Começamos pela feira/ Recitando de maneira/ Original, cordéis e chistes!

III- Evaldo, Carlos e Mércio,/ Vitório-Thor e Boi-Véi/ Foram cinco pioneiros/ Na trupe, andando a “pés”,/ Mas o tempo se passou/ E o espaço se tornou/ Hertziano, nota dez.

IV- Carlos Alma em Jerimum/ Emerson está mais chique/ Xiquexique é o seu nome/ Arredondado, no pique. Fala pelos cotovelos/ Desenrolando novelos/ De causos, apoio e tiques!

V- Na praça o povo ajuntava/ Nas palmadas do aplauso/ Enquanto rateando o cordel/ A gente contava um causo. Mas era o momento maior/ Quando alguém dizia de cor/ Sua história, um novo caso.

VI- No rádio o público ouvinte/ Soma bem uns trinta mil/ Enquanto tantos artistas/ Vão ao vivo, dão o brio. E o programa está no ar/ Todo o mundo pode ir lá/ – Deixa a vaga do Brasil!

VII- E foi assim que uma ideia/ Que pipocou nas cacholas/ Para o bem, por ideal,/ De maduros e rapazolas/ Se transformou no sucesso/ Em um sinal de progresso/ Que está fazendo escola!

SD Xique-xique e Jerimum: na TV Itararé. DIVULGAÇÃO. TRATO: Evaldo Brasil.
Evaldo Pedro da Costa Brasil
(15 de Março de 2008)

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