Crise de Representatividade

Enfim, a corrupção no Brasil começa a ser alvo de punição. Estamos evoluindo. Mas vem de longe a crise de representatividade por esta e por outras razões. Três episódios ao longo de minha observação dos fatos locais trago para ilustrar.
Primeiro. Quando nossa Câmara Municipal voltou a ter nove vereadores depois de ter 11, por certo período, enquanto meus pares na política e no dia a dia criticavam a mudança em tom de que deveriam ser menos, eu defendia o aumento para 13. Eles argumentavam sob o sinal da crise: nada fazem, comem mole, são apenas intermediários entre o direito do cidadão negado historicamente pelos gestores para se passarem por salvadores da pátria e aprisionarem o eleitor como devedores de um ou mais favores. Eu, pragmaticamente, dizia que 13 aumentaria as chances de ampliar a representatividade e partidos pequenos elegerem representantes por ser o coeficiente eleitoral menor.
Voto vencido. O tempo passa e a lei permite os 13. E nós só elegeríamos um parlamentar no emaranhado das coligações e jogando pelas desregras vigentes, creio. Enquanto isso um ex-filiado se vangloriava de receber um “mensalinho”. Um vereador teve seu apoio na campanha e, ao invés de estabelecer assessorias técnicas para qualificar seu mandato, rateou-as entre seus cabos eleitorais. Nosso parlamentar nem isso fez.
Terceiro. Ontem, um camarada comentava de alguém querendo algo e usando um vereador como escudo. Na impossibilidade de saber quem era, tentamos listar um a um os atuas 13 parlamentares de Esperança nos seguintes termos: a presidenta, o da rádio, o marchante, o professor, o da gráfica, Amazan, o que trabalha na Almeida e Evandro, não nessa ordem e alguns nomes surgiram entre esses oito. E os outros cinco? Massabielly, Baba, o da família de Sandro Sintab... não terminamos a lista por força de outras obrigações.
Nesta terça estarei em Campina Grande por força de um curso. Mas recomendo que quem estiver lendo esse relato faça um esforço para ir à “Casa de Francisco Bezerra da Silva” na reabertura dos trabalhos, neste dia 03. Tentarei estar lá na quinta, dia 05. Afinal, essa crise também é culpa nossa.
Em tempo: ao contrário do que muitos pensam, nas voltas que o mundo dá, vi um deles, também do circuito dos marchantes, e, vendo a foto do 13º... eita... esqueci o filho de Cássia. E olha que praticamente todos eles estão entre meus amigos e conhecidos.

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