C49-022 A árvore que chorou pedindo chuva

Uma das capas do impresso
I- Havia muito tempo/ E uma gota não chovia/ Um sereninho sequer/ Mesmo ao findar o dia. Suor e sangue de morte/ A falta de água no norte/ – Era o deus Sol que ardia.
II- Havia muito sofrimento/ Como nunca antes se via/ Diarreia nas crianças/ Pela água que se bebia. Insolação dos ousados/ Quando não amparados/ Ante o deus Sol que ardia.
III- Havia árvores secas/ Perante o sol que ardia/ Por não estar amparada/ Pelas irmãs que perdia. Enquanto desmatando/ O homem suicidando/ Culpando o sol que ardia.
IV- Mas uma árvore chorou/ Pedindo chuva de dia/ Pingava na sua sombra/ E o poeta assim a via. E cada gota no chão/ Era uma prece, oração, Ato de grande magia.
V- Era Deus pai que lembrava/ Que sempre nos atendia/ Mas quem infringir a lei/ Por seu crime pagaria. Mas se o erro reparasse/ E a vida não desmatasse/ Um novo mundo surgiria.
VI- Era Deus naquela árvore/ Se doando pra quem via/ Era um filho sendo pai/ Prenunciando a alegria. A árvore então chorou/ Gotas de seiva – sangrou! Assim a chuva anuncia.
VII- E o desespero da gente/ Em luz se transformaria/ Em verdadeira esperança/ Que em todos renovaria. Depois da chuva sagrada/ Depois da copa lavada/ Ela não mais choraria.

Leia também C49-035 Jessus tirando o retrato do sofrimento da gente.
Evaldo Pedro da Costa Brasil
(17 de Fevereiro de 2008)

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