C49-178 A Lua vem Nascendo Prateada



(Dedicado à Roseane Martins e filhos)

I
A musa vive de contar vantage'
De image' que clareia sua calçada
Da casa onde habita –molecage'
A musa se orgulha amostrada.
–Aqui é muita mais bonita
Aos olhos de um poeta grita!
A lua vem nascendo prateada.

II
A ela fui mostrar um pôr‐do‐sol
Achando que seria revelada
Paixão que se nutre ao derredor
O poeta entrou numa roubada.
–Até que está bem na fita
Mas, se casa seria palafita,
A lua vem nascendo prateada.

III
Nesse dia caminhei em direção
Da região pela musa afamada
Queria testemunhar a criação
Perante nascente embelezada.
Realmente lá eu tive guarita
É verdade e a turma se agita
A lua vem nascendo prateada.

IV
O alvoroço que se via por ali
Parecia atitude tresloucada
Velhinho, mulherada e guri
Cachorro, gato e passarada
A cheia agora tinha nome
Era chancela de lobisome'
A lua vem nascendo prateada.

V
À boca da noite no espelho
Da lagoinha sedimentada
Toda gente dobrava o joelho
E lá estava enorme duplicada
Uma banda no céu se via
Outra banda n'água tremia
A lua vem nascendo prateada.

VI
Meu belo pôr‐do‐sol, guardei
O registro não lhe valia nada
Perante o espetáculo, uivei
O poeta, em mim, reencontrei.
–Assim, não mais conflita',
Perante a visão, tu grita',
À lua nascendo prateada?

VII
A musa vive de somar vantage'
Da image' que clareia sua calçada
Do lar onde habita –vernissage'
A musa honra argumentada.
–Então, é muita mais bonita,
Olhe pra lá poeta e grita:
–A lua vem nascendo prateada.

Evaldo Pedro da Costa Brasil
(Esperança, 14 de abril de 2014)

Comentários

Destaques

Arquitetura | Esquina de Bento Torres | AM

Registro | Alagamentos 2011 | CAPU*

Especial | Símbolos Municipais 3 | LG*

Registro | Alagamentos 2017 | CFCC*