C49-146 Maria Beleza, A pequenina flor brejeira


Capa da edição virtual
I- Toda mulher se faz bela/ Quando se faz verdadeira/ Se na paixão se revela/ Se não desce à rameira. E se descer dá a volta/ Por cima e, sem revolta,/ Se faz gente de primeira.
II- Nos idos dos novecentos/ Uma bela menina sonhou/ Arranjou-se com parentes/ Onde à promessa quedou. Na loja do tio conhece/ Uma paixão, lhe aparece/ Um viajante a quem amou.
III- Viveriam bons momentos/ Mas reencontro demora/ E à espera se alonga/ E o desespero aflora. Há quem alimente sonho/ Mas pesadelo medonho/ Reviraria essa história.
IV- Eis que se tranca no quarto/ Numa rede, a pequenina,/ À preocupação de todos/ Já não se via a menina... E depois de uma reclusão/ Entrega-se à condição/ Aceitando a sua sina:
V- Lá vem Maria Beleza/ Caminhando levemente/ Com toda a sua pureza/ Vestida num de repente. O retrato do seu amado
Em banhos, já desbotado/ Numa caixinha, presente.
VI- Um sabonete por banho/ Sempre toda maquiada/ Espera sonho de antanho/ Vida inteira enamorada. Talco, batom e esmalte/ Vestidos em escarlate/ E todinha empulseirada.
VII- Lá vai a menina franzina/ Em seus trajes caminhando/ Lá se foi Maria Beleza/ Quem viveu só, esperando/ Caminhou para o destino/ Ao encontro do menino/ Passo a passo, foi sonhando.
Extra Eis pequena homenagem/ Do espaço Mariabelelza/ A uma bela personagem/ Simbolizando a pureza. Maria da nossa infância/ A mocinha de Esperança/ Que viveu sua natureza.

Evaldo Pedro da Costa Brasil
(Em 28 de Agosto de 2010)

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