C49-028 As Conquistas de Neco Dentista III

(De como Nequinho se afirmou um pé de valsa)

I
Quando quer ir pro dedinho
Nequinho ensaia uma dança
Que mexe com qualquer um
E o seu objetivo alcança.
Sai logo do poleirozinho
Passeia com um amiguinho
E à conquista ele se lança.

II
Quando se agita pra brincar
Todos correm para ver
Se ele dança ou não dança
Eu até já paguei pra ser
Testemunha da atuação
Famosa, por aclamação,
Que diziam Neguinho ter.

III
Não havia testemunhado
A dança de Neco Dentista
Mas o momento é chegado
E pra ele preparei a pista:
Chega Renata, de amarelo,
Com verdinho faz paralelo
Uma parceria com o artista.

IV
Quando noutra casa foi morar
(E essa é pra fazer suspense)
Foi uma agonia pra Juninho
O dono do ator circense
Fez um drama e ameaçou
Irmãs, o pai, a mãe e gritou:
– Eu levo o que me pertence!

V
Na visita que Neco nos faz
Dança ao som do Tirinrim
Ritmo particular de Neném
Quando mima o passarinho.
Alarga ombros, cruza mãos,
Pelas costas, em preparação,
Fazendo pose de mandarim…

VI
Como um cavalheiro na corte
Baixa a cabeça em reverência
A uma platéia que lhe rodeia
Sobe e desce com experiência
Salta acolá, salta aqui, salta lá,
Segue o vai-e-vem do seu par,
Bem no ritmo e na cadência.

VII
Não sei se era samba, rock,
Se era reggae, forró ou salsa,
Mas ele dança encantando
Com muita alegria e graça.
E foi assim como Nequinho
Num Tirinrim carinhozinho
Se afirmou um pé de valsa.

Evaldo Pedro da Costa Brasil
(10 de Março de 2008.)

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