C49-018 As conquistas de Neco Dentista II

(As curas de Neco Manicura)

I
Outros tantos se quedaram
Nem dá pra eu enumerar
E alguns até duvidaram
Do que em versos a narrar
Este cordelista declinou
Do bichinho que animou
Toda a vida deste lugar.

II
Quando o segundo dente
Ele extraiu do seu Juninho
– Viva! Ficaria assim patente
Essa alcunha de Nequinho
Do Tiradentes, por ocasião
Trazendo a todos libertação
Das angústias, de mansinho.

III
Lucas quando aqui chega
Nem bom dia ou boa tarde
Voa, vai direto ao poleirinho,
E cumprimenta com alarde
– Nequinho, vem pro dedinho!
– Nequinho, o meu cheirinho!
E a nossa cobrança arde.

IV
Ruth quer seduzir o Neco
Tenta fazer nele seu carinho
Mas nem sempre é aceito
Pelo emplumado passarinho.
Nem sempre ele se rebola
E nem toda hora decola
Do poleiro pra um dedinho.

V
Mas quando vê uma cutícula
Ou pedacinhos de nossa pele
Nas unhas e dedos nossos
Não há ação que o repele
Belisca, bica aqui bica acolá,
Ligeirinho para aprontar
Belas unhas que o revele.

VI
Se o esmalte está vencido
Não precisa usar acetona
É só se dar por merecido
E o manicuro vem à tona.
Belisca, bica aqui bica acolá,
Ligeirinho para arrancar
A tinta velha daquela zona.

VII
Quando ele bica é bom sinal
De que só age em proteção
Dele e de todos ao seu redor
Quase manda nessa mansão.
Não se pode compara a Lili
Mas Nequinho se revelou aqui
Um Manicuro, por ocasião.

Evaldo Pedro da Costa Brasil
(31 de Janeiro de 2008.)

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