C49-172 A professora não sabia o que seria otorrinolaringologia


I
Nas disputas da infância
Galo canta, o cancão pia.
A gente na ignorância
Troca a noite pelo dia.
Isso já'stá registrado
Em tudo que é tratado
De arte, antropologia.
II
Certa feita em casa amiga
Vi cessar a harmonia
Quando falava de escola,
De estudo e sabedoria.
Amigo desinformado
Do que já é consagrado
Por toda a sociologia:
III
Ele dizia que a escola
Não valeria pra nada,
Eu via uma professora
Ali ao lado só calada,
Em argumento modesto
Ensaio pequeno gesto
Desembainho a espada...
IV
Naquele tempo já era
Chamado de cientista,
Meu amigo era ligado
Em outro ponto de vista:
Ganhar dinheiro, fama,
Levar vida de bacana
No cinema ser artista...
V
Despreza a minha lida
Diz que saberia mais
Aquilo que eu dissesse
Repetiria, era capaz...
Escolhesse uma palavra
A sua língua não trava
Se garantia o rapaz...
VI
Selecionei, fui perspicaz,
Um verdadeiro palavrão
Otorrinolaringologia
Foi essa, feito um arpão!
- Oto... inventasse, essa!
- Invento outra depressa!
- Essa... num valeu, não!
VII
Recorreu-se à professora
Ela não sabia o que seria
Admitiu desconhecer
A otorrinolaringologia
Eu fiquei por derrotado
Por um amigo errado
E a disputa encerraria.

Evaldo Pedro Brasil da Costa
(Em 13 de agosto de 2013)

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