C49-168 Quem vê pinote no cinema


(Dedicado a Adriano e Marc Leand)

I
Quem vê pinote no cinema
Pensa que é tudo mentira
Acha que é a fiação oculta
Os cabras presos na embira
Que garantem o salto solto
Que o ator não fique morto
Depois do tanto que gira.
II
Mas já vi e agora vou contar
Tudo aqui nesse relato
Não invento, só acrescento
O pormenor de cada fato:
Tempo em que acontece
Motivação que se conhece
Sem detalhes ficaria chato.
III
Imagine que certa noite
Depois de uma bebedeira
Um amigo foi pra escola
E era dado às brincadeiras:
Botou boneco pra cima
De um cabra ruim de rima
Só se viu as quebradeiras.
IV
Reage de sangue quente
Ao desafio proposto
Ligeiro num de repente
E do afoito livra o rosto:
Roda-lhe o pé na titela
Avoa o cabra sem fivela
Foi coisa de dá desgosto.
V
Num traçado em elipse
Se não visse eu não cria
Só tinha visto nos filmes
Parecido com a magia
O cabra saindo experto
Após voar uns dois metros
Rapidinho, cabeça esfria.
VI
Parecia um efeito especial
Pé na titela adeus ao chão
Os sapatos foram ao teto
Num tinha asa nas mãos...
O bebinho ficou experto
A cena virou um deserto
Sumiu feito uma aparição.
VII
Avançou com a cara baixa
E a reação foi proporcional
Parecia nadando de costa
Um poder extrassensorial.
Prometeu que o combustível
Não bebe mais, é horrível,
Tem consequências, afinal.

Evaldo Pedro Brasil da Costa
(Esperança/PB, em 06 de janeiro de 2013)

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