C49-009 Do Ano Novo que Chega


(Se o ano novo não chega não se pode refletir)

I
O ano velho assim termina
E o novo já está por vir
É o tal ciclo inevitável
Que não se pode impedir
Querer no tempo voltar…
Se o ano novo não chega
Não se pode refletir.

II
Do ano novo que chega
Não custa nada pedir
Planejar mais que esperar
Diante do incerto porvir
E tentar recomeçar, pois,
Se o ano novo não chega
Não se pode refletir.

III
Uma lei que não se nega
Evolução que há de vir
Pede pausa pra pensar
Revendo o modo de agir
E tentar-se avaliar, que,
Se o ano novo não chega
Não se pode refletir.

IV
Então o novo não chega
Para quem se despedir
E no outro lado da vida
Revendo o seu progredir
Lamenta não aceitar que
Se o ano novo não chega
Não se pode refletir.

V
Do ano novo que chega
Para poder progredir
É preciso olhar o velho
Revisar, rever e seguir,
Não se deixar enganar…
Se o ano novo não chega
Não se pode refletir.

VI
Não chorar por leite frio
Desse ato, de fato sorrir,
Pela estrada, paro o Rio,
Seguir em frente, partir,
Tentar de novo e entender
Se o ano novo não chega
Não se pode refletir.

VII
E esse modesto relato
De ocasião, ao dividi-lo,
Já posso comemorar
Por me ver a produzi-lo,
Consegui me convencer:
Se o ano novo não chega
Não se pode refletir.

Evaldo Pedro Brasil da Costa
(22 de Dezembro de 2007)

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