C49-175 O doutor mandou rebocar minha coluna II


(Régua de 90 graus com as pernas de molambo)

I
Enfim, posso recomeçar
O relato da experiência
Da hipertrofia muscular
Como afirma’ as ciência’
Do que me mand’o doutor
Do que um amigo contou
Sobre este particular.

II
Imagina que meu braço
Saiu do convencional
Não ‘tá duro como aço
Mas saiu do meu normal:
A cada exercício feito
Parece ‘tar com defeito
Régua de noventa grau’.

III
A sensação não é pior
Que depois, quando ando
Eu tenho pouco suor
No corrimão apregando
Subir é uma moleza
Descer é que é dureza
Com as perna’ de molambo.

IV
Um amigo foi cuidar
Da coluna, como eu
Não deu certo o pelejar
Pelo que lhe aconteceu
Exercício inadequado
Ou falta de planejado
Sua coluna mais doeu!

V
Um pegou peso demais
Imitando uma baraúna
Se sacodindo pra trás
Deitou feito uma craúna
Batendo asas no rosto
Com a cara de desgosto
Vendo as estrela’ de ruma.

VI
Contam que um desavisado
Esqueceu de respirar
Se agachou, peso pesado
Não pode se alevantar...
As tripa’ colaram dentro
Nem toman’o chá de coentro
Ele pôde concertar.

VII
Mas até que eu ‘tô tranquilo
Perante as coisa’ feia
Eu sou leve feito um grilo
E nem sou cabra de peia.
Alguém teve um desarranjo
Fez carreira, tocou banjo
Se desmanchando na veia.

Evaldo Pedro Brasil da Costa
(Esperança, 12 de março de 2014)

Comentários

Destaques

Arquitetura | Esquina de Bento Torres | AM

Registro | Alagamentos 2011 | CAPU*

Especial | Símbolos Municipais 3 | LG*

Registro | Alagamentos 2017 | CFCC*