C49-173 O doutor mandou rebocar minha coluna


I
O doutor mandou rebocar
Minha coluna, com leveza
Então fui fazer musculação
O que me deu na fraqueza
Planejei e sai diretinho
Pra comer um picadinho
E retomar a fortaleza...

II
Fortaleza que nada
Para falar com franqueza
Parece até presepada
Já que vivo na moleza
Trabalho bem sentadinho
No canto bem quietinho
Sem ter nenhuma dureza...

III
Dureza que nada
Para falar com clareza
Parece até uma piada
Mas pode ser uma proeza
Me sinto um molequinho
Apesar de ser velhinho
Mas isso não traz tristeza...

IV
Tristeza que nada
Vou falar doutra moleza
De quem vive na parada
Não mexe nem pestaneja
Me sinto mesmo caquinho
Perante um esforçozinho
E isso não é riqueza...

V
Riqueza que nada
Vou falar é de pobreza
De uma sustança negada
Nessa vida de peleja:
Passei fome um bocadinho
Fiquei foi um franzininho
Mas a coluna arqueja...

VI
Arqueja que nada
Postura é que se almeja
Pela labuta sentada
Por isso peço que veja:
Se se senta direitinho
Se caminha aprumadinho
Se o for, que assim seja...

VII
O doutor mandou rebocar
Minha coluna, com certeza
Precisa de uma proteção
Mas pra falar com franqueza
Leve como um passarinho
Levo a vida de mansinho
Só no quengo há fortaleza.

Evaldo Pedro da Costa Brasil
(Em 03 de novembro de 2013)

Comentários

  1. Se o link dá trabalho...
    quarta-feira, 9 de outubro de 2013
    Cordel49-137 O doutor mandou rebocar minha coluna


    I
    O doutor mandou rebocar
    Minha coluna, com leveza
    Então fui fazer musculação
    O que me deu na fraqueza
    Planejei e sai diretinho
    Pra comer um picadinho
    E retomar a fortaleza...

    II
    Fortaleza que nada
    Para falar com franqueza
    Parece até presepada
    Já que vivo na moleza
    Trabalho bem sentadinho
    No canto bem quietinho
    Sem ter nenhuma dureza...

    III
    Dureza que nada
    Para falar com clareza
    Parece até uma piada
    Mas pode ser uma proeza
    Me sinto um molequinho
    Apesar de ser velhinho
    Mas isso não traz tristeza...

    IV
    Tristeza que nada
    Vou falar doutra moleza
    De quem vive na parada
    Não mexe nem pestaneja
    Me sinto mesmo caquinho
    Perante um esforçozinho
    E isso não é riqueza...

    V
    Riqueza que nada
    Vou falar é de pobreza
    De uma sustança negada
    Nessa vida de peleja:
    Passei fome um bocadinho
    Fiquei foi um franzininho
    Mas a coluna arqueja...

    VI
    Arqueja que nada
    Postura é que se almeja
    Pela labuta sentada
    Por isso peço que veja:
    Se se senta direitinho
    Se caminha aprumadinho
    Se o for, que assim seja...

    VII
    O doutor mandou rebocar
    Minha coluna, com certeza
    Precisa de uma proteção
    Mas pra falar com franqueza
    Leve como um passarinho
    Levo a vida de mansinho
    Só no quengo há fortaleza.

    Evaldo Brasil - 03/10/13

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