C49-137 O doutor mandou rebocar minha coluna


I
O doutor mandou rebocar
Minha coluna, com leveza
Então fui fazer musculação
O que me deu na fraqueza
Planejei e sai diretinho
Pra comer um picadinho
E retomar a fortaleza...

II
Fortaleza que nada
Para falar com franqueza
Parece até presepada
Já que vivo na moleza
Trabalho bem sentadinho
No canto bem quietinho
Sem ter nenhuma dureza...

III
Dureza que nada
Para falar com clareza
Parece até uma piada
Mas pode ser uma proeza
Me sinto um molequinho
Apesar de ser velhinho
Mas isso não traz tristeza...

IV
Tristeza que nada
Vou falar doutra moleza
De quem vive na parada
Não mexe nem pestaneja
Me sinto mesmo caquinho
Perante um esforçozinho
E isso não é riqueza...

V
Riqueza que nada
Vou falar é de pobreza
De uma sustança negada
Nessa vida de peleja:
Passei fome um bocadinho
Fiquei foi um franzininho
Mas a coluna arqueja...

VI
Arqueja que nada
Postura é que se almeja
Pela labuta sentada
Por isso peço que veja:
Se se senta direitinho
Se caminha aprumadinho
Se o for, que assim seja...

VII
O doutor mandou rebocar
Minha coluna, com certeza
Precisa de uma proteção
Mas pra falar com franqueza
Leve como um passarinho
Levo a vida de mansinho
Só no quengo há fortaleza.

Evaldo Pedro da Costa Brasil
(Em 03 de outubro de 2013)

Comentários

  1. Eu também, além de avesso à essas práticas, não levo muito jeito; o doutor me mandou fazer exercícios, mas o resultado foi contrário.

    Parabéns,

    Rau Ferreira

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acho que não fizestes como eu: 2 séries de 15 com X de peso? na primeira avalio a reação do corpo e na segunda faço 10 ou reduzo o X de peso.

      Excluir

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