Trem de Ferro



Um fino apito estrídulo sibila
Rangem as rodas num arranco perro
E lentamente, a se arrastar desfila,
Fumegante e luzente o Trem de Ferro.

Soa no espaço um derradeiro berro
E, tão rápido voa que horripila,
Esse monstro a rolar de serra em serra
Apavorando a solidão tranquila.

Rompe cabanas, matagais tristonhos,
Despenhadeiros, barrancos medonhos…
Nada lhe amaina seu rápido furor.

Corre, corre veloz, nada o embaraça,
Desfraldando uma bandeira de fumaça
Como um bravo guerreiro vencedor.

(Silvino Olavo, Revista da Esperança, pág. 38, 3ª Edição, Ago. 1997)

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