C49-170 Do Craque do Amigo do Amor


I
Das profundas tal mar abissal
Ou lavas vulcânicas terrenas
Ou geleiras polares no inverno
Ou frieza cósmica às centenas
Hostes de ignorantes do bem
Hostes de egoístas nos vêm
Perpetrando maldades plenas.

II
Uns caras inspirados por elas
Inventam uma droga potente
Quem vende não usa ele sabe
Do efeito que causa na mente:
Num piscar de olhos domina
O adulto o fortão e a menina
E confirma um mundo doente.

III
Eis que todo amor próprio
A família trabalho e valor
São assim colocados à prova
E o espírito fraqueja na dor
Zumbi da carne que afraca
Lobotomizado se demarca
Ao buscar repetir seu sabor.

IV
Mas uma luz que ascende
Da dor dos amigos do filho
Que têm força que prende
Pra vida dará novo brilho
E o contato no lábio fugas
Que o aprisionaria sagaz
Para trás, não dita o trilho.

V
E essa luz que se acende
Do alto responde ao apelo
Do merecimento profundo
Sentimento de todo zelo
E o contato no lábio jamais
Se repita: fumo bebida gás
Satanás! Falta de desvelo.

VI
A imagem dessa dominação
Está posta como desafio...
A família sendo ameaçada
A comunidade por um fio:
É fim dos tempos pra nós
Sem saber desatar os nós
Da trama acesa do pavio?

VII
Essa rede do mal dominante
Só se faz por ausência do bem
Mas do alto de todo nascente
Toda a força do amor já vem:
Amor próprio é preservação
É a lei que dá fé por razão
Da essência divina provêm.

Evaldo Pedro da Costa Brasil
(Em 20 de janeiro de 2013)

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