C49-169 Quem vê pinote no cinema II


(Dedicado a Renata, Luana e Leandro)

I
Quem vê pinote no cinema
Podia estar acostumado
Com as coisas inesperadas
Com a zoada, o alquebrado,
A gargalhada, riso insano,
Gemido, uivo desumano,
De um fato inusitado...

II
Eis que chega uma donzela
E um varão re-encantado
Cumprimenta a ela e ele
Noutra conversa pautado
Planeja abraços e beijo
E a matança do desejo
Pois tivera olho furado...

III
Lá vinha eu distraído
Já conhecia a bela dona
Fui passando no caminho
E a mim atenção se soma
– Bom dia, Evaldo. Feliz
Ano Novo! Ela me diz...
Deu nem pra sentir aroma.

IV
O caolho, ligeiro, exagerado,
Taca as mãos nos meus sovacos
Pra me tirar do seu caminho
Segura em meu ponto fraco!
Ela arregalou os olhos
Diante daquele imbróglio
Eu saltei feito um macaco.

V
Sem forças fui até o teto
Triangulei pra parede
Desci direto à cadeira
Sentei já sentido sede...
Dobrei a perna ao joelho
Ofegante feito um coelho
Como com enjoo de rede.

VI
Ele faz a sua cena a ela...
Ela entre espanto e peninha
Ele finda e passa a vez
Eu permito: cumpra a rinha!
E ela me chama afinal
–Vamos fazer o final
Seja rei, sou tua rainha.

VII
Beijei e abracei com força
Aquela formosa dona
De cabelo escurecido
De volumes, sem redoma,
Como cena de cinema
A satisfação foi plena
Enfim, senti seu aroma.

Evaldo Pedro Brasil da Costa
(Esperança/PB, em 06 de janeiro de 2013)

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