C49-092: Primeiros discursos


O papel do homem público é servir
A possibilidade de candidatura a vereador me colocou a pensar no papel que desempenharia em sendo eleito. Pela observação da ação de certos agentes públicos, com os quais não concordo, e dos exemplos que me guio, aqui escrevo sobre sensibilidade e ética; oligarquia e nepotismo; acomodação e visão de futuro; práticas e prioridades; ação e omissão.

I
O papel do homem público
É servir à população
Não à própria família
Nem a um só cidadão.
É lançar para o futuro
Pensamento prematuro
Agir por antecipação.

II
O papel do homem público
É servir com dedicação
Não pensar só na família
Nem no chefe, no patrão.
É lançar-se no monturo
Permanecendo maduro
Em comum celebração.

III
O papel do homem público
É ter olhar visionário
Não pensar só no agora
Nem se fazer milionário.
É tratar sem dar desgosto
O dinheiro do imposto
Que pagamos pro erário.

IV
O papel do homem público
É ter fé no imaginário
Não pensar numa vitória
Nem se fazer salafrário.
É enfrentar cada preposto
Que se fizer como imposto
E desencoraje o temerário.

V
O papel do homem público
É ser fiscal do exercício
Nunca fazer vista grossa
Nem se manter no comício.
É d’o palanque descer
Para ajudar a crescer
Sua terra, em seu ofício.

VI
O papel do homem público
É ser ético e sensível
Nunca temer o impostor
Nem mesmo o invisível.
É d’um palanque fazer
Parada para aprender
Nunca palco desprezível.

VII
O papel do homem público
É propor à comunidade
Mudança no rumo torto
Pra bom uso da cidade.
É ter como bem profundo
O cuidar de todo mundo
Ao escolher prioridade.

Evaldo Pedro Brasil da Costa
(Finalizado em 23 de Maio de 2008)

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