O café de Vera* e Dona Adélia


(Toda gente é orgulhosa da dupla do cafezinho)


I
O café de Dona Adélia
Famoso lá na Prefeitura
Não é coisa de Ofélia
Nem traço de amargura.
Tem tom de despertador
Tem toque de mui amor
Se aproxima da doçura.

II
O café de Dona Adélia
Só tem lá na Prefeitura
Não é coisa de Amélia
Tem traço de brandura.
Quentinho é renovador
Morninho é restaurador
Frio, um tanto loucura.

III
De Adélia, o cafezinho,
Todo mundo sabe, é bom
Ninguém diz que é ruim
Diz em alto e bom som.
Mas pra falar a verdade
Pra não nutrir a vaidade
Agora vou mudar o tom:

IV
O Pretinho tem segredo
Que se evita (de) contar
Por respeito e até medo
Para não se embaraçar:
De Vera... eu não te digo
De Minta... corro perigo,
Pare um pouco pra pensar.

V
Normalmente a Vera faz
Adélia, quando ela falta,
Mas todo dia ela traz e o
Pretinho sempre na pauta.
Como se coelho fosse da
Páscoa quando me trouxe
De presente aquela flauta.

VI
A Vera é que come milho
Adélia, quem leva a fama
Elas nos tratam por filho’
E desenrolou-se a trama:
Se Vera marca presença
Adélia faz sem diferença
O pretim que a gente ama.

VII
Não sei delas quem é a
Batminha ou o Robim,
Mas sei que o seu café
Nunca que chega bonzim.
Aqui na Boca Nervosa
Toda gente é orgulhosa
Da dupla do cafezim.

*Recém-falecida
Evaldo Pedro Brasil da Costa
(Em 10 de dezembro de 2010)

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