C49-132 Paixão de Cristo 2010 II


De quando o Judas morreu II
(No segundo dia foi menor a agonia)

I
Passado o susto inicial
Renovada a esperança
Em preces, numa aliança
Volto à rotina, ao banal
Mas o joelho lateja
E entrega, de bandeja
O possível bem no mal.

II
Cuidados são renovados
Para o ato se repetir
Temendo o que pode vir
Sem pecados perdoados...
Volto ao local insano
Para não haver engano
Nos apetrechos montados.

III
A corda presa no meio
Evitaria o pendular
Do corpo preso ao pular
De cinto feito um arreio...
Movimento frente-trás
Para a direita, jamais
Só uma cicatriz veio:

IV
O tamborete primevo
Fora substituído
E o Judas, maluvido,
Que não usara um trevo,
Pertinho do calcanhar
Começou cicatrizar
Nova ferida em relevo.

V
Nino, Biu-bal e Renato
Um trio de prontidão
Recebe aperto de mão
Do ator que sente grato
Por tudo que dera certo
Por eles estarem perto
Pra morte não virar fato.

V
A maquiagem assustadora
Lavada pela Verônica
E a mudança de túnica
Aos auspícios da cantora
Me levou para o Calvário
E eu em novo cenário
Feito bruxo sem vassoura.

VII
Lancei-me na multidão
Chorei a dor de Maria
Na morte vi a agonia
Tomado de emoção...
Alegre com Madalena
Dirigi-me para a cena
Do Cristo em ascensão.

Evaldo Pedro da Costa Brasil
(Em 09 de Abril de 2010)

Comentários

Destaques

Arquitetura | Esquina de Bento Torres | AM

Registro | Alagamentos 2011 | CAPU*

Especial | Símbolos Municipais 3 | LG*

Registro | Alagamentos 2017 | CFCC*